A guardiã de estrelas

Não foi preciso ouvir as três batidas intervaladas na madeira oca da janela, confome o combinado, para saber que ela chegara. O som abafado de passos na terra macia e o cheiro de âmbar trazido pela brisa noturna lhe denunciou aos meus sentidos atentos. Levantei tateando a lamparina na cabeceira na cama. Ao primeiro fio de […]

Continue lendo →

Cortes e curas

Lembro com precisa exatidão das últimas vezes em que fui ao salão cortar o cabelo. Ombros rígidos, mãos frias e quatro palavras que movimentavam meus lábios com insistência: só três dedinhos, moça.  Olhos que tentavam ver por entre as mexas jogadas para frente e teimavam em querer acompanhar movimentos que o pescoço não podia fazer. […]

Continue lendo →