Sobre essas estórias

tatooAcho que é a primeira vez que conto essa história, mas tudo começou com um presente pouco pretensioso de minha mãe. Lembro como hoje: um caderno pequeno, espiral de arame nu, capa dos 101 Dálmatas. Foi ali então que eu, ainda criança, passei a brincar as palavras. Com a descoberta do poder da imaginação, fiz as minhas primeiras estórias. Da musicalidade, as primeiras rimas. Dos meus próprios passos, desabafos.

Escrever tornou-se uma paixão. Mais que isso: uma sina. Lápis e papel, grandes amigos, nunca mais viriam a me abandonar. O tempo inteiro, entre uma obrigação e um lazer, entre um projeto e outro, lá estavam as palavras coçando nas pontas dos meus dedos, pedindo para serem escritas. Este também foi o embrião para eu sonhar, escolher e amar a minha profissão de jornalista.

Eu escrevo, pois, porque não tenho escolha. Fui escolhida. E me entreguei. As minhas linhas são fruto do que sinto, vejo, vivo e invento. Eis que as minhas gavetas estavam ficando pequenas demais para guardar tanto papel rabiscado. Resolvi, pois, contar minhas estórias por aqui.

Sâmia Louise. Desde junho de 2011.

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